Os terreiros de candomblé, o povo de santo, antropólogos, sociólogos, professores, artistas plásticos, estilistas, agências de viagem e diversas entidades representativas da cultura afro-descendente participam de 11 a 13 de agosto do primeiro Seminário Nacional de Turismo Étnico Afro, no Centro de Convenções da Bahia.
Cerca de 5 mil pessoas vão ter a oportunidade de debater e aprofundar os conhecimentos sobre a cultura, a dança, a religião, a música, a comida e os roteiros turísticos dos afro-descendentes que tanto atraem e encantam os visitantes da Boa Terra.
“Muitos negros à procura de suas origens, encontram na Bahia o que buscam na África”, diz o coordenador de turismo étnico da Bahiatursa, Billy Arquimimo. Ele explica que no ano de 2008, 3.478 norte-americanos estiveram na Bahia para fazer turismo étnico, ao passo que em 2009 o número saltou para 15.085, um aumento de mais de 300%. “Um voo diário de Miami para Salvador, criado no fim de 2008, ajudou no incremento”, ressalta.
“Este seminário pretende contribuir para a profissionalização do turismo étnico-afro, de uma forma economicamente sustentável, orientando a construção de roteiros, realizando a qualificação dos profissionais do turismo e dos diferentes representantes dos movimentos afros, além de impulsionar o crescimento econômico e social”, explica a presidente da Bahiatursa, Emília Silva.
A Secretaria de Turismo e Bahiatursa também estão organizando a primeira Feira da Produção Associada ao Turismo Étnico Afro, que será realizada das 14 às 21 horas, no mesmo local do Seminário, sob a coordenação do artista plástico, Alberto Pitta.
CM