Novas erupções alteraram mais uma vez o quadro do tráfego aéreo na Europa, provocando o cancelamento entre cinco a seis mil vôos no continente e afetando diretamente o espaço aéreo do Reino Unido, Noruega, Dinamarca e Bélgica. Holanda e Suécia também estudam esta possibilidade, pois a nuvem deverá continuar sua extensão nas próximas horas e poderá também atingir a Irlanda, Finlândia e Polônia.
Aeroportos de várias regiões tiveram interrupção de suas operações nesta quinta (6), em razão da repetição do fenômeno meteorológico. Alguns da Europa central e ocidental, bem como o norte da França seguem sob vigilância direta. Os dois principais de Paris, o Charles de Gaulle e Orly suspenderam operações no final da noite desta quinta-feira. Londres também suspendeu operações, alguns da Alemanha idem.
As preocupações aumentam e o mistério também. São 189 anos, desde 1821, a última eruopção de um vulcão localizado em um glacial. É isto o que vem ocorrendo com o Eyjafjalla, no sul da Islândia. Embora sem afetar diretamente o clima, a crise aérea é o primeiro fator provocado pela nuvem de cinza que volta a avançar em uma área que se estende sobre o Mar do Norte e atinge as costas do Reino Unido, Irlanda, Noruega, Dinamarca e Suécia.
As previsões são de que a nuvem, de 16 km., prossiga em sua expansão nas próximas horas, segundo o Serviço Meteorológico britânico e o centro de controle de cinzas vulcânicas de Londres. Deverá afetar áreas da França, Alemanha, Polônia e países bálticos.
Dependendo de sua evolução, poderá afetar dois dias seguidos o céu da Europa, indicou a Eurocontrol, organismo que agrupa 38 países europeus nas questões do tráfego aéreo. O total de vôos cancelados nesta quinta chegou a 25% do habitual diário. Mais cancelamentos deverão prosseguir nesta sexta, quando já se sabe que metade dos vôos entre Europa e América do Norte não serão realizados.